segunda-feira, 8 de março de 2021

Livro Catadora de Versos

          

Desde adolescente, sempre me deliciava com as poesias que lia, ou ouvia na voz de Caetano Veloso, Maria Betânia e Bendito de Paula, sempre aproveitava o tempo que tinha para escrevê-las e ia engavetando-as nas minhas memórias ou mesmo nas gavetas empoeiradas que quase nunca abria.

     Poesia para mim é este diál
ogo metafórico
com nosso próprio EU, é estar sempre em boa companhia. Acredito que não uma forma única de escrever poemas nem temas fechados. A liberdade de escrever, que esse gênero poético nos permite, é tão extraordinária que, às vezes, não sei qual caminho percorrer. Mas percorro qualquer um e chego no destino desejado.

Diante desse destino alcançado, o livro CATADORA DE VERSOS surge dessas andanças por minhas memórias e das emoções vividas diante da realidade da vida, das mais variadas situações em que nós, seres humanos, experimentamos.

Em uma dessas andanças, conheci pessoas que incentivaram o nascimento deste livro. Pessoas certas nos lugares certos era o que precisei para enfrentar poeticamente este mundo de caos e opressão. E lá fui eu... desengavetei meus sonhos...

Catei os versos latentes em mim, juntei-os com tantos outros presos em minha garganta e com o punho cheio de energia reuni-os pinceladamente neste livro a fim de revelar ao mundo este universo cheio de desejos, de olhares atentos, de sentimentos, de gente, de sonhos, de estrelas cadentes.

O verbo catar não significa apropriar-se aleatoriamente das palavras perdidas ou soltas, sem donos, mas apropriar-se das palavras que me representam diante dos meus devaneios e sede por viver.

Fui catando, juntando, guardando, parafraseando com meus pensamentos os versos de Sacolinha, Drummond, Cecília Meireles, Miriam Alves, Pablo Neruda, Carolina Maria de Jesus, Raquel Almeida, Cristiane Sobral, Conceição Evaristo e outros poetas que tocam minha existência com seus escritos fazendo-me caminhar na busca pela minha felicidade com mais leveza na alma e nos passos, que me fazem sair do ostracismo que me impede de entender as causas do caos social. Nossa sociedade está doente, vemos cotidianamente pessoas perdendo ou dando a vida na busca do ter, do materialismo que cega a nação. Vemos crianças perdendo a infância e a oportunidade de ver o sol nascer, outra vez. São as feridas abertas de tantos cidadãos!

A poesia seria então o antídoto?

Muito mais que isso... coloca essência onde não há! Acalma a ansiedade que leva o homem a lugar nenhum. Por isso, mais poesia em nossa vida!

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