Aqui nasce um sonho... uma palavra, uma poesia! Aqui nasce o desejo de levar meus versos, minhas vozes a lugares inimagináveis onde as asas, especialmente, as asas, rasgam barreiras impostas pela exclusão. Sejam bem-vindos, bem- vindas ao universo poético dessa mulher baiana e nordestina! Juntos somos mais VERSOS.
terça-feira, 24 de agosto de 2021
quarta-feira, 17 de março de 2021
quarta-feira, 10 de março de 2021
Revista Inversos
Revista Inversos
A Revista Literária Inversos – ISSN 2527-1857, fundada em 10/08/2017, é um período literário digital, distribuído online e no formato PDF, gratuitamente, no site da revista, no Facebook e/ou através da plataforma issuu.com. A reprodução total ou parcial dos textos é permitida, desde que sejam atribuídos os créditos aos respectivos autores, que não seja para fins comerciais e que seja citada a fonte, conforme prevê a Lei Federal nº 9.610, de 19/02/1998 (Lei dos Direitos Autorais). Texto do Blog Revista Inversos
Clube de Leitura CETVersos
segunda-feira, 8 de março de 2021
Poemas de amor
O agir do coração
ação
inspirada
pelo coração!
Menino bonito
te olho
e te fito.
Teu Toque
Como o toque da seda
Sinto você chegar
Delicado, inspirado
Modificado pelo luar
Aquecido pelo calor das rosas
Das flores a perfumar
Teu toque
Toca-me
E quero muito
Contigo voar!
Amor jovial
Foi numa viagem de trem
Do Rio a Salvador
Olhando as estrelas cadentes
Que encontrei um grande amor.
O luar foi testemunho
De uma viagem fantástica
Meu bem do lado de mim
Enchia-me de tanta graça!
E seguimos juntos
De mãos dadas
A cada parada do trem
Ficamos assim, enamorados,
Até o destino final
Embora tudo fosse efêmero
Valeu a pena
Aquele amor jovial!
Amor amoras
Oras
Amor amoras oras
Gostoso frescor
Na boca de quem provou
Por um momento
O amor
Das amoras.
Livro-vida
Mesmo nos rabiscos inacabados
Que encontro nas folhas amareladas
De um livro-vida distante
Enche de esperança
Um campo aberto
Que um dia foi um jardim
de flores, borboletas e colibris.
São rabiscos
São momentos eternizados
Em frágeis folhas de papel.
Declaração pausada
Dentro do livro
Junto a restos de uma rosa
Que em tempos de outrora
Exalava linda beleza
Tinha uma carta.
Nela estava escrita
com caligrafia de tinta preta
Uma declaração de amor,
Que de tanta dor do seu escriba
pela saudade que naquele momento sentia,
Não foi concluída.
Assim como aquela declaração de amor
deixei meu coração
Passar pela vida.
Corações apaixonados
corações
apaixonados
batem
pela
felicidade
No seu abraço
encontro a energia
para sair da nostalgia
da solidão.
No seu abraço
Encontro meu ninho
A fuga do medo
E o aconchego
Que aquece as emoções.
No seu abraço
Sou amor
Fantasia
A perfeita magia
Da minha imaginação.
Onde mora o amor
vai
voa de uma coração
a outro
Mas faz morada eterna
onde se sente bem
onde se sente feliz
onde encontra o solo
para fincar
sua raiz.
Porto de Amar
Tortuosos e inseguros
Seguem.
Seguem os meus passos
E me levam
Levam-me a caminhos escolhidos
Desejados
E seguem.
Os passos largos
Revelam pressa
Pressa para amar
Sorrir
Cantar
Dançar
E ser Feliz.
Pressa para encontrar.
Os passos largos
Carregam sonhos
Amores e dores
O quente e o frio
Pecado e santidade
Entre o bem e o mal.
Os passos largos do destino
Levam-me
Mostram-me escolhas que um dia não fiz
E fiz.
Os passos extremamente largos
Acalmam a andada
De quem quer chegar
No porto de amar!
Cartas de Amor
São inesquecíveis,
São inesquecíveis
Porque são cartas de amor!
Espalhar amor (Camaquiano)
felicidade conquistada
cumplicidade trocada
vidas acompanhadas
Histórias de amor
É o sentimento
mais puro
que há no mundo.
Ele constrói sonhos
Derruba barreiras
Vence o ódio
e escreve as histórias
Mais bonitas do perdão.
Espera poética
Um doce recado
Disse que eu e meu amor
Nascemos um para o outro.
Feliz da vida fiquei
Até que outra estrela
A mais tagarela da Constelação
Ouvindo o recado da sua parceira de brilho
Comentou
Só falta que alguém o apresente a você.
E buscando no céu
uma outra estrela
para que dissesse onde poderia
Percebi que todas as outras resolveram se esconder
No vasto infinito.
Beijos de outono
É o outono chegando em nossas vidas
Renovação é o foco dessa estação
que presencia o ardor do nosso amor
Quando a estação esfria.
As folhas caem
Sustentando nosso relação
e fazendo a cumplicidade
aninhar-se cada vez mais
Nos nossos corações.
São os beijos de outono
Que nos unem
em todas as estações.
Um toque
E me entrego.
E nessa entrega,
onde os corpos reluzem-se na noite,
Envolvo-me intensamente
E não sei onde começa seu corpo e termina o meu
E não sei se há um ou dois corpos
Mas sei que as horas param...
o tempo congela-se
E eu quero mais e mais e mais o teu corpo
Tão cheio de desejo...
de paixão
Tão cheio de mim e em mim desfalece-se de prazer...
Basta um toque
Um toque das mãos a passear
por caminhos tão bem conhecidos
Tão bem explorados de intensas paixões
e andamos juntos choramos juntos rimos
e cantamos canções inventadas em momentos efêmeros
e cantamos o gozo explodido em vulcão!
E mais adiante... basta um toque e...
O vício de amar
É como cigarro aceso
Queima lentamente o peito
E vai subindo à cabeça
Tontos de amor ficamos
Ludibriados e aparentemente
Relaxados!
Como um passe de mágica
Ele vira fumaça
Acaba
Vai embora no ar!
Depois
A vontade de amar vem de novo
Abrimos a caixa
E tiramos de lá,
Outro cigarro,
E tudo começa,
de novo.
Serei Grata
Do beijo roubado no meio do trânsito,
Da cócega surpresa na noite chuvosa e fria,
Do toque nos pés depois de uma festa dançante.
De tudo ao meu amor serei grata,
Do abraço carinhoso na frente do portão,
Do beijo nos olhos após lágrimas de ilusão,
Do riso maroto no momento da oração.
De tudo ao meu amor serei grata,
Das noites alegres e tristes,
Dos dias de chuva e harmonia,
De ilusão e fantasia.
De tudo ao meu amor serei grata,
Da saudade que marca o coração,
Do sangue que corre em seu corpo,
Dos bilhetes colados no espelho,
Da rosa roubada no jardim alheio.
De tudo ao meu amor serei grata
E na gratidão o vejo
E assim a paz invade meu coração.
O que há?
O amor une vidas
Quebra rancor
Produz a paz
E causa felicidade em tudo que faz.
O que há de mais perfeito no mundo? O amor.
O amor não separa povos
Não traz desigualdade
Não cria fronteiras
E ainda por cima
Destrói as barreiras.
O que há de mais impressionante no mundo? O amor.
O amor não sente inveja
Ele faz todos os bons sentimentos se encontrarem
Não é ganancioso
Mas contagia todos que dele se apropriam.
O amor é assim...
Parece que tem fermento!
O que há?
O amor une vidas
Quebra rancor
Produz a paz
E causa felicidade em tudo que faz.
O que há de mais perfeito no mundo? O amor.
O amor não separa povos
Não traz desigualdade
Não cria fronteiras
E ainda por cima
Destrói as barreiras.
O que há de mais impressionante no mundo? O amor.
O amor não sente inveja
Ele faz todos os bons sentimentos se encontrarem
Não é ganancioso
Mas contagia todos que dele se apropriam.
O amor é assim...
Parece que tem fermento!
Como eu te amei
A ponto de iluminar e aquecer
A Terra
Te amei como o fim da tarde
Ama a chegada da Lua
Que do alto clareia as ruas, escuras
Te amei como o toque do orvalho
Que umedece as pétalas das rosas
Das rosas rosas, brancas e amarelas
Te amei como o azul do céu
Que se sobrepõe sobre o azul do mar
Tornando uma obra prima
Para meus olhos
Te amei como os pássaros precisam das copas das árvores
Para fazer seus ninhos
Cuidar de seus filhos
Levar música à floresta solitária e fria
Te amei como o beijo do beija-flor
Te amei em algum lugar do passado
Em algum momento passado!
Mas dessa vez
Conjugarei o verbo intransitivo
No futuro do presente,
Outra vez!
Entrevista de Cláudia Gomes para a Revista Literária Divulga Escritor
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Cláudia Gomes, soteropolitana, poetisa, pesquisadora e professora do ensino básico das redes municipal e estadual. Radicada em Feira de Santana, Bahia, desenvolveu o amor às letras desde adolescente. Mestra em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB – Campus V). Graduada em Letras Vernáculas (UEFS). Especializada em Língua Portuguesa (UEFS) e em Gestão Escolar (UFBA).
Tem três filhos os quais foram criados ouvindo poesias e músicas de grandes mestres da nossa música brasileira. Busca inspiração nas coisas simples da vida, nos sentimentos que brotam do seu ser. É mulher de sonhos, mas que, através das leituras, conseguiu realizar-se em sua plenitude.
“Esse poema é o meu fazer poético, pois para mim, o momento da escrita é mágico e único, é revelador, e mesmo que eu finja uma dor (ou alegria), ela, com certeza, está em algum pedacinho do meu ser e me inspira no ato da escrita.”
Boa leitura!
Escritora Cláudia Gomes, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor – especial Mulherio das Letras. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever?
Claúdia Gomes - Gostaria, antes de tudo, agradecer a oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho, sobre a minha escrita para essa revista tão importante. Uma honra para mim. Lembro-me que, ainda no Ensino Fundamental, deveria ter uns catorze anos, gostava de “inventar” histórias românticas e as escrevia em um caderno pequeno. Escrevia à mão aquelas mais de cinquenta páginas em branco. Quando eu terminava, eu oferecia às minhas amigas para que pudessem ler. Elas sempre gostavam daquelas histórias e isso foi crescendo em mim. No entanto, eram as poesias que mais me fascinavam. Sempre escrevi versos nos meus cadernos escolares, alguns de autores consagrados, outros, de autoria. Assim, escolhi o curso de Letras justamente porque queria ser escritora, porque queria tirar dos cadernos amarelados meus delírios em versos.
Em que momento se sentiu preparada para publicar o seu primeiro livro solo?
Claúdia Gomes - Sempre digo que, às vezes, só precisamos estar no lugar certo. Foi durante o curso de Mestrado que fui incentivada pela minha orientadora a publicar. Tive a oportunidade de escrever e ler para a minha turma poemas que surgiam de algum momento nosso, como o poema “As tranças de Bebel” cuja inspiração foi um relato de vida de uma colega de curso, após discussão sobre racismo. Para suprir o estresse durante esse período, eu escrevia e escrevia sobre tudo. Publiquei seis poemas na Antologia Cadernos Negros 39, foi minha primeira publicação, em 2016. Ano seguinte, foquei em Catadora de Versos e o lancei em 2018.
Apresente-nos “Catadora de Versos” (sinopse)
Claúdia Gomes - “Catadora de Versos” é um livro de poesias com as mais variadas temáticas. Alguns poemas inspirados em versos que fui catando através das leituras que fazia. Poetas como Conceição Evaristo, Sacolinha, Miriam Alves, Lima Barreto, Carolina Maria de Jesus e tantos outros foram os percursores dessa escritora eu vos fala. São 108 páginas de devaneios e sensibilidade. No final da obra, há algumas páginas em branco para eu os leitores também possam catar os versos que mais lhe tocaram. A orelha do livro foi escrita pelo escritor Ademiro Alves, Sacolinha, de Suzano, São Paulo. Ele foi fundamental em minhas leituras sobre a literatura marginal. Já a apresentação foi escrita pela Profª. Drª. Rosemere Ferreira da Silva, pesquisadora da literatura afro-brasileira e maior incentivadora para o nascimento dessa obra.
Deixe para nossos leitores um dos textos poéticos publicados na obra
Síndrome de Estocolmo
Porque a poesia me raptou
Para um lugar
Bem perto de mim.
E fez de mim
Sua refém.
E como refém
Fui rebelde
Não a rejeitei.
Pelo contrário
Pelo inverso
Pelos versos
Foi por ela
Que me apaixonei.
E lutei
Lutei com todas as minhas forças
E a suguei.
E a usei.
E a senti...
Essa síndrome
Tão rara em mim
Possuiu-me
E me mudou.
Sou refém
E gosto disso!
Não importa a posição
Sou sua
E sempre serei.
Sou sua, poesia,
Estou aqui...
Amarre-me em seus versos
E juntos iremos seguir.
Pois sou refém
De sua linguagem
De seus suspiros
Às vezes poéticos
Às vezes não,
Mas estou presa
Às metáforas que me oferece
Aos paradoxos que me enlouquem
E me desnudam
Tiram-me o fôlego das etiquetas
Que rotulam
Que excluem
Que silenciam!
Sou sua refém, poesia
E para ti serei eternamente
Enquanto minhas mãos
Marcarem a sua voz em mim,
Sou sua
Sua refém
Refém
Efém
Fém
Em
MIM.
Sabemos que cada texto tem um pedacinho da autora. Conte-nos, sobre a criação deste texto.
Claúdia Gomes - “Síndrome de Estocolmo” é um poema que revela como fui conquistada pelo fazer poético. Gostar de escrever, gostar de poesia é lutar com as palavras, e é uma luta vã como dizia Drummond. Sinto-me “raptada” e como o próprio título diz pelo raptor me apaixonei. Esse poema é o meu fazer poético, pois para mim, o momento da escrita é mágico e único, é revelador, e mesmo que eu finja uma dor (ou alegria), ela, com certeza, está em algum pedacinho do meu ser e me inspira no ato da escrita
Onde podemos comprar o seu livro?
Claúdia Gomes - Catadora de Versos pode ser adquirido pelo e-mail rical_fsa@yyahoo.com.br ou pelo Instagram claudia_gomes_poeta
Agridoce Loja de Colaborativa (Av. João Durval Carneiro nº2881, Feira de Santana, Bahia.
Quais os seus principais objetivos como escritora?
Claúdia Gomes - Primeiramente ter voz na sociedade, e a escrita literária nos permite isso. Escrever meus sonhos, minhas lutas e conquistas como mulher solteira que criou três filhos praticamente sozinha com um salário de professora de escola básica, devanear, abordar nossa sociedade e mostrá-la através do texto poético e principalmente ter com quem conversar, pois a literatura é uma amiga, uma companheira inseparável. Também tenho a escrita como lazer, pois me sinto extremamente feliz ao escrever.
Você trabalha com pesquisa em literatura afro-brasileira. O que mais tem chamado a sua atenção ao realizar este trabalho? Apresente-nos este projeto.
Claúdia Gomes - O foco principal em minhas aulas sempre foi envolver diretamente os educandos no universo literário. No entanto, nas turmas do EF II, as atividades com as literaturas não aconteciam de forma satisfatória. Mesmo havendo projetos de leitura, muitos educandos chegam ao 9º (nono) ano com algumas dificuldades de compreensão e/ou com desinteresse pela leitura. Temas como amor, bullying e drogas são os mais trabalhados em sala de aula. Entretanto, esses temas, muitas vezes, não retratavam as experiências de vida dos educandos e, por isso, as leituras não adquiriam significados mais satisfatórios para eles. Assim, foi a partir desses problemas que comecei a me questionar se o que levava para a sala de aula condiziam com a vida dos adolescentes. De que maneira o trabalho com as literaturas podia representar os educandos de forma significativa e efetiva, levando-os a refletirem sobre quem são e o que querem do mundo? Como elevar a autoestima dos meus educandos por meio da literatura? E as personagens das histórias poderiam ser reais? Pensando na Lei 10.639/2003(BRASIL, 1996), lancei para meus alunos o Projeto “Enleituramento do texto afro-brasileiro: experiências com os contos dos Cadernos Negros em sala de aula”. Através desse projeto, o texto afro-brasileiro em sala de aula foi um fio condutor de ideias construídas e desenvolvidas ao trabalharmos com seis contos da série Cadernos Negros. A cada conto lido, reflexão, troca de experiências, analogias com suas vivências, produção. É evidente que a Literatura afro-brasileira vem revelando mudanças significativas quanto aos temas abordados, apresentando textos que possibilitam discussões acerca de gênero, raça, cultura e, principalmente, aceitação e formação da identidade, do sentimento de pertencimento de um povo que foi historicamente silenciado. Ao lado dos cânones, da literatura já consagrada, insiro a Literatura Afro-brasileira em todas as minhas turmas.
Está é uma edição especial para o Mulherio das Letras. Você que é um membro ativo, participativo, conte-nos, como você vê a literatura feminina.
Claúdia Gomes - A literatura feminina é a voz que ecoa na literatura brasileira, mas sabemos que nem sempre nós, mulheres, tivemos espaço nesse campo. Quando falo sobre a literatura feminina, penso sempre em Carolina Maria de Jesus que teve tudo para ser excluída socialmente, mas que acreditou que tinha muito para falar e falou. Para mim, ao lado de outras grandes mulheres escritoras como Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Miriam Alves, Adélia Prado, Clarice Lispector dentre outras, ela é um ícone da nossa literatura. Aproveito aqui a oportunidade para falar sobre a antologia Mulher Poesia, pela editora Cogito, de Salvador. Aqui, vozes femininas são reveladas e ganham espaços, discutimos sobre temas variados, sobre o que nos inquietam. Damos vez a nossa voz.
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Cláudia Gomes. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor – especial Mulherio das Letras. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Claúdia Gomes - Como escritora e professora de Literatura sempre digo que a leitura nos transporta, não só para as estrelas da nossa imaginação, mas nos transporta para dentro de nós mesmos, revelando-nos. Ler é empoderar-se, é enleiturar-se de ideias, e nos possibilita desalienar-se de um mundo que, na maioria das vezes, é excludente. Portanto, desenvolver o hábito da leitura é antes de tudo, um ato de amor com você mesmo, pois ela é uma oportunidade ímpar de sair do lugar-comum para um lugar onde o sujeito se encontre e se reencontre. Desde já, agradeço essa oportunidade ímpar.
Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
Contato: divulga@divulgaescritor.com
LIVROS DE CLÁUDIA GOMES FINALISTAS DO GRANDE PRÊMIO ECOS DE LITERATURA
Escritora
baiana, Cláudia Gomes, de Feira de Santana, chega à final do Prêmio Ecos da
Literatura 2020 em duas categorias físicas: Malu: a bailarina das águas (livro
infantil) e Vidas Perfumadas (antologia). Os finalistas foram escolhidos
através de votação popular pela internet. Nesta edição do Prêmio houve
mais de 21 mil votos.
O livro infantil “Malu: a bailarina das
águas” traz como temática a importância da preservação dos rios. A narrativa se
passa no nosso Rio Jacuípe, rio que corta a Bahia. Foi publicado pela Editora
Inde, São Paulo. Já “Vidas Perfumadas”, publicado pela Editora Darda, Rio do
Janeiro, traz poemas de escritores de
todo o Brasil que versam sobre temáticas que envolvem o respeito à vida e à
diversidade.
Com o slogan “Em
reconhecimento à excelência e ao mérito profissional, temos orgulho em honrar
os melhores profissionais”, o Prêmio Ecos oferece vinte
categorias físicas e três digitais cujos autores de várias partes do Brasil
puderam participar.
Livro infanto-juvenil A MENINA DO VESTIDO AMARELO
Antologia VIDAS PERFUMADAS
O perfume, do latim “per fumum” (através do fumo) surgiu no Egito a partir da necessidade de aromatizar o corpo humano. É uma mistura de óleos, água e álcool que tem como finalidade proporcionar cheiros agradáveis duradouros, principalmente nas pessoas. No entanto, há, poeticamente, pessoas perfumadas naturalmente cujo cheiro vem das palavras de amor e de conforto como das boas ações que desenvolvem na sociedade, no companheirismo e na honestidade, no coração bom e puro.
De origem baiana, Irmã Dulce, (1914-1992) que dedicou toda sua vida cuidando dos pobres e dos necessitados, dizia que “quem espalha amor não tem tempo nem disposição para jogar pedras”. Ela era perfumada na alma, nas ações e nas palavras.
Partindo para o anonimato, vemos, diariamente, pessoas que deixam um pouco do seu tempo para levarem alegria e palavras de otimismo a quem precisa. É o caso, por exemplo, do projeto DOUTORES DA ALEGRIA, idealizado pelo palhaço, ator e empreendedor social Wellington Nogueira em 1991. A associação Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos e transita pela área da saúde, da cultura e da assistência social. Mundialmente é reconhecida pelas suas ações que ajudam a melhorar a vida de crianças, adolescentes e adultos. Os participantes dos DOUTORES DA ALEGRIA são pessoas perfumadas. Nos últimos meses, presenciamos pelos veículos midiáticos, várias campanhas em prol dos necessitados por conta do novo coronavírus e do impacto do isolamento social. Pessoas, de diversas classes sociais, ajudam como podem doando alimentos e roupas através dos postos de arrecadação em diversas cidades brasileiras assim como por drive-thru. Parece que essas tragédias surgem para testar nós, seres humanos, e a nossa relação com o outro. Relação essa que deve ser pautada na solidariedade.
É importante salientar que na Antiguidade Clássica éculo (VIII a.C. e o século VI d.C.) foram encontrados os primeiros registros sobre valor da solidariedade que se contraporiam à teoria individualista do sofista Protágoras (81 a.C. - 411 a.C.) que dizia que “o homem é medida de todas as coisas, das que são o que são, e das que não são o que não são”, isto é, bastava só viver em sociedade sem precisar ser necessário para ela, valorizando assim o individualismo.
Sobre o individualismo, Nelson Mandela (1918- 2013) sonhava com o dia em que todos levantariam e compreenderiam que todos eram irmãos. Assim, todos viveriam pela busca da paz, na propagação do amor e no respeito ao outro. Todos seriam pessoas perfumadas. Portanto, perfumarmos os ambientes pelos quais passamos não é difícil, não precisamos dessas fragrâncias mercadológicas para deixarmos outro bem com palavras de otimismo e de fé, com o escutar, com o doar um pouco do tempo para estar com o outro, mesmo a longas distâncias, mesmo com o isolamento social, necessário para a não propagação do vírus mortal.
É necessário abrirmos nossos corações para que os sentimentos bons façam morada e criem pontes entre outros corações que precisam, muitas vezes, só de umas gotinhas da nossa atenção. Assim, pensando quão importante são as palavras, os versos, os poemas para transmitirmos mensagens bonitas e de esperança, surgiu “Vidas Perfumadas” para exalar, através das várias vozes poéticas que aqui se reuniram, o perfume que irradia a vida.
Lista dos autores:
Antonio
Costa
Bethe Bastos
Carlos Moreno
Cláudia Gomes
Denildo Rian
Deusiana Silva
Doralice Mantovani
Dorilda Almeida
Edilene Duarte
Eloina Ferreira da Silva
Fernanda Mothé
Flaviana da Costa Lourenço
Gésia Cássia Lima
Giordano Salustiano Batista
Joana Darc
João Almeida dos Santos
Marcos Pereira dos Santos
Maurício Silva da Anunciação
Maval Ares (Anderson Valfré)
Milene Colin
Milla Paixão
Paulo Roberto Silva
Poetsalú
Rasante Livre (Pedro Augusto)
Rejane Knoth
Roberto Gomes
Tauã Lima Verdan Rangel
Thaís Araripe
Thiago Freitas
Thiago Guimarães Correa
Valéria de Cássia Pisauro
Vera Di Bomfim
Veríssima Xavier
Antologia ESCREVIVÊNCIAS POÉTICAS ESTUDANTIS
Livro infantil MALU: A BAILARINA DAS ÁGUAS
Livro A MULHER E A ROSA e outros poemas de amor
"A Mulher e a Rosa e outros ´poemas de amor" faz parte da II Coleção do Mulherio das Letras. Lançado em 2020, o livro aborda o sentimento maior do mundo: o amor. Livro na lançado virtualmente na FLIFS.
Neste livro de poesia “A mulher e a poesia e outros poemas de amor” aborda o
romantismo feminino de forma natural, numa mescla de poesia e prosa. O amor é o
principal sentimento que conduz esta escrita.
Não
quero com isso dizer que o amor é clichê, ao contrário, o maior sentimento nos
deixado por Deus nos ensina que tudo pode dar certo em nossa vida, quando
amamos, principalmente, quando amamos a pessoa que está lendo esta obra.
Amor próprio é sem dúvida o que nos leva até o coração de outra pessoa.
Estamos livres para amar quando percebemos que o amor é livre, ele não pode ser
preso, sufocado, maltratado.
Segundo o filósofo Sófocles, o amor é o que nos liberta do peso da vida,
portanto, podemos pensar em todo sofrimento que há no mundo. Talvez se todas as
pessoas conhecessem de fato o poder do amor, o mundo seria melhor e,
consequentemente, as pessoas seriam mais felizes. Ou seria o contrário?
Nesse sentido, apresento aqui meus pensamentos e minhas escrevivências
sobre o amor e como ele nos inspira e nos conduz à felicidade.
Como
disse Platão, quando tocamos o amor, tornamo-nos poetas da própria vida.
Livro CONDADO POÉTICO
Condado Poético faz parte de uma coleção de bolso organizado pelo Mulherio das Letras - Brasil. São 20 mulheres que escrevem sob diversos ângulos. Nesse volume, trago em metáfora o termo condado como espaço onde guardamos sentimentos bons. Sou a única escritora baiana a fazer parte dessa coleção, escrita em 2019. Em 2020, a coleção foi para a final do Prêmio Jabuti na categoria de FOMENTO À LEITURA
Livro Catadora de Versos
Desde adolescente, sempre me deliciava com as poesias que lia, ou ouvia na voz de Caetano Veloso, Maria Betânia e Bendito de Paula, sempre aproveitava o tempo que tinha para escrevê-las e ia engavetando-as nas minhas memórias ou mesmo nas gavetas empoeiradas que quase nunca abria.
Poesia para mim é
este diál
ogo metafórico com nosso
próprio EU, é estar sempre em boa companhia.
Acredito que não há uma forma única de escrever poemas nem há temas fechados.
A liberdade de escrever, que esse gênero poético nos permite, é tão extraordinária que, às vezes, não sei qual caminho
percorrer. Mas percorro qualquer um e chego no destino desejado.
Diante desse destino alcançado, o livro CATADORA DE VERSOS surge dessas andanças por minhas memórias e das emoções vividas diante da realidade da vida, das mais variadas situações em que nós, seres humanos, experimentamos.
Em uma dessas andanças, conheci pessoas que incentivaram o nascimento deste livro. Pessoas certas nos lugares certos era o que precisei para enfrentar poeticamente este mundo de caos e opressão. E lá fui eu... desengavetei meus sonhos...
Catei os versos latentes em mim, juntei-os com tantos outros presos em minha garganta e com o punho cheio de energia reuni-os pinceladamente neste livro a fim de revelar ao mundo este universo cheio de desejos, de olhares atentos, de sentimentos, de gente, de sonhos, de estrelas cadentes.
O verbo catar não significa apropriar-se aleatoriamente das palavras perdidas ou soltas, sem donos, mas apropriar-se das palavras que me representam diante dos meus devaneios e sede por viver.
Fui catando, juntando, guardando, parafraseando com meus pensamentos os versos de Sacolinha, Drummond, Cecília Meireles, Miriam Alves, Pablo Neruda, Carolina Maria de Jesus, Raquel Almeida, Cristiane Sobral, Conceição Evaristo e outros poetas que tocam minha existência com seus escritos fazendo-me caminhar na busca pela minha felicidade com mais leveza na alma e nos passos, que me fazem sair do ostracismo que me impede de entender as causas do caos social. Nossa sociedade está doente, vemos cotidianamente pessoas perdendo ou dando a vida na busca do ter, do materialismo que cega a nação. Vemos crianças perdendo a infância e a oportunidade de ver o sol nascer, outra vez. São as feridas abertas de tantos cidadãos!
A poesia seria então o antídoto?
2º CONCURSO DE POESIA PARA ESTUDANTES DA BAHIA
2º CONCURSO DE POESIA PARA ESTUDANTES DA BAHIA HOMENAGEM À MARIA FIRMINA DOS REIS Si...
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Meu primeiro romance infanto-juvenil "A menina do vestido amarelo" aborda a amizade entre duas meninas no período da Ditadura mi...
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